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segunda-feira, 25 de abril de 2011

ILUSTRE Torcedor

Jornalista Vicente Romano


1 – Desde quando você acompanha os jogos do Inter?

Praticamente desde que nasci, meu pai, Estevam Romano, foi colunista esportivo e lá em casa escutávamos
os jogos e os noticiários de futebol que ele participava. Depois meu irmão mais velho, Roberto Romano Neto, e eu passamos a frequentar os jogos do Inter. No Eucaliptos, no Olímpico (o Internacional disputou o torneio Roberto Gomes Predrosa no estádio) e depois no Beira-Rio. O Roberto Gomes Predrosa, disputado entre 1967 e 1968, é um torneio que depois veio a se tornar o campeonato nacional. A partir da inauguração do Gigante, assisto a quase todos os jogos em Porto Alegre e alguns “fora de casa”. Hoje meu parceiro para os jogos é meu fi lho, Rodrigo, e raramente deixamos de frequentar o estádio. Gosto de dizer que devo estar chegando à marca de 800 jogos em estádio.

2 – Você infl uenciou seu fi lho a ser colorado?

Totalmente, não por imposição, mas pelo cotidiano de acompanhamento. Ensinei a ele que o Sport Club Internacional é um clube sem, na sua história, a mácula do preconceito. Falei também que torcer pelo Inter é ser da paz, sem preconceitos e com alegria. Essa é minha contribuição, o resto ele aprendeu assistindo ao espetáculo da torcida vermelha.

3 - Qual a maior alegria que o time já te proporcionou?

Acho que não tem uma alegria. Há vários momentos de vitória e de conquistas que me deixaram extremamente feliz. O título mundial (em 2006), conquistas das duas Libertadores. Porém, para a minha geração, o tricampeonato brasileiro (75, 76, 79) foi de uma satisfação imensa. Naquela época, ser campeão brasileiro era o máximo que se podia imaginar, até porque, os melhores jogadores brasileiros jogavam em clubes nacionais. O Fluminense, do Rio, por exemplo, tinha em seu time Rivelino, Paulo César Caju. No Cruzeiro, de Minas, jogavam Palinha, Nelinho, Dirceu Lopes, Raul, Piazza.

4 – Qual jogo se tornou inesquecível pela dificuldade?

Inter 1 x 0 Barcelona – Final do mundial, no Japão. Além da difi culdade, a grandeza do jogo. Outros jogos inesquecíveis é Inter 2 x 0 Fluminense. Semi-fi nal do campeonato nacional de 1975; e Inter 1 x 0 Cruzeiro, fi nal do campeonato de 75.

5 – Quais tuas expectativas em relação à Libertadores 2011?

Totais, agora com Falcão no comando da equipe, o Inter terá sistema de jogo para um grupo que tem excelentes jogadores como D’Alessandro, Bollati, Kléber, Sóbis, Cavenaghi, e os jovens Oscar e Damião.

6 – Como tu vês o Internacional daqui cinco anos?

Se a atual e as futuras direções do clube entenderem a dimensão que o Inter tem hoje, com mais de 100 mil sócios, e investirem no futebol preservando as fi nanças e, ainda, conservarem a gestão moderna, acredito que continuaremos com o maior clube das Américas, também por toda a década.

7 – Qual a memória mais antiga que tens do Beira-Rio?

A inauguração, o primeiro gol, marcado por Claudiomiro nos 2 x 1 contra o Benfica.

8 – Quais os teus oito jogadores favoritos da história do Inter?

É claro que tem muito mais que oito. Mas vamos lá: Bráulio, Claudiomiro, Figueroa, Falcão, Rubem Paz, Gamarra, Fernandão e Iarley.

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